Lá vem o camburão
Todo assanhadinho!
Eu acho que eles querem
É cheirar o meu dedinho
Que coisa, que coisa,
Que coisa, que coisa!
Querem isso mesmo,
Está na cara não enganam!
Se defendem com seus trajes
Mas eu sei do que são
Capazes, capazes,
Capazes, capazes!
Cheiram e depois
É tudo insensatez!
Dão-me uma geral
E me mandam
Pro xadrez, pro xadrez,
Xadrez, pro xadrez, xadrez!
Já está na hora,
Isso é uma lição!
Se não agir agora
Vou dançar num mundo-cão,
Mundo-cão, mundo-cão,
Num mundo-cão, mundo-cão!
(*) Este poema-canção foi escrito no longinqüo ano de 1979,
quando Naza Poeta Holístico era acadêmico do curso de Farmácia
e Bioquímica da Universidade Federal de Santa Catarina e
encontrava-se no campus universitário indo em direção à sua
residência, que ficava ao lado da Universidade.
Eram, aproximadamente, duas horas da madrugada,
quando o autor foi abordado por três viaturas da Polícia Militar
de Santa Catarina.
Naza Poeta Holístico estava na companhia de um amigo conter-
râneo e ambos foram abordados por vários policiais que haviam
descido rapidamente do camburão.
Naza Poeta Holístico e o amigo foram obrigados a encostar-se no camburão e ficar de mãos para o alto até receberem uma revista
policial. Como os policiais não encontraram nenhuma irregularidade,
o comandante da guarnição pediu que Naza Poeta Holístico desse a sua mão para ele.
Naza Poeta Holístico indignou-se com a atitude do comandante da
guarnição e tentou reagir, não atendendo a sua ordem, mas
percebeu que seria obrigado a cumprí-la sob pena de sofrer punição.
Ao dar a sua mão ao comandante, este levou-a até o seu nariz e cheirou o dedo indicador; para sua surpresa, escutou do comandante o seguinte comentário: "ai, que cheirinho bom"!
Após isso, Naza Poeta Holístico, bem como seu amigo, só foram liberados após apresentarem suas carteiras de identidade estudantil
e carteira de identidade.
Naza Poeta Holístico
Publicado no Recanto das Letras em 21/02/2010
Código do texto: T2100167
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
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